Quando precisamos de dinheiro, seja para comprar um carro, iniciar um pequeno negócio ou mesmo resolver uma emergência, geralmente, procuramos uma instituição financeira e tomamos crédito para o dinheiro necessário. Mas, nem sempre avaliamos a situação da forma que deveríamos. Essa falta de planejamento pode nos render diversos problemas depois.

Para ajudar a evitar isso, o professor Istvan Kasznar, do Institutional Business Consultoria Internacional, desenvolveu as Dez Medidas do Bom Tomador de Empréstimo. Veja abaixo se você é:

  • Esteja informado

Saiba quais são as condições gerais e específicas do mercado de crédito.

Procure obter dados e informativos, que destacam a política monetária, as linhas de crédito disponíveis e suas principais características e os intermediários que podematender seus desejos em potencial;

  • Visite e conheça os agentes de intermediação financeira

As financeiras terão o maiorprazer em conhecê-lo , além das suas necessidades e os seus objetivos. Afinal de contas, o cliente é seu alvo e há de ser conquistado. Descreva suas necessidades e anote as propostas recebidas para compará-las e verificar quem oferece condições mais vantajosas;

3) Com paciência leia detalhadamente as condições contratuais e pergunte ao intermediário, o que lhe parecer uma dúvida, para ter certezas na operação por fazer

Um bom empréstimo é feito com um contrato transparente, coerente e aderente. Ele deve ter todas as condições de uma operação, bem estipuladas, para não deixar margem a dúvidas. De preferência, o contrato deve ser fácil de ler e compreender, dispondo de letras legíveis e que dispensem lupas;

  • Tome preços e condições de pelo menos três intermediários

Ao levantar as propostas, busque várias alternativas. Não necessariamente a primeira será a melhor. Quanto maior for o volume de recurso procurado, tanto mais valerá a pena buscar opções e comparar preços, prazos, garantias, e valores de prestações;

5) Verifique como são feitos os cálculos de juros a pagar pelo crédito que for tomado. É bastante comum que cada intermediário tenha um método aceito, correto, mas diferenciado de calcular o custo do capital. Pergunte e verifique se a taxa com a qual se comparam os ofertantes é a mesma: se efetiva, ou real, ou nominal, ou por dentro ou por fora.

6) Note se o intermediário divulga informações e dados regulares sobre a sua operação, em data e prazo confortável, para regularizar as operações. Bom é não ter contratempos, nem surpresas. Então, espera-se que o intermediário seja um bom parceiro, que ensina e informa o tomador, apoiando e explicando satisfatoriamente as operações em seus detalhes;

7) Verifique em que medida a financeira se compromete em realmente lhe oferecer um serviço personalizado, acompanhado por um oficial ou gerente de crédito com expertise e que não é descartado a qualquer hora e sem aviso, pela instituição. É importante para um cliente ser tratado como um rei. Afinal de contas, se ele paga em dinheiro, uma mercadoria raríssima na praça brasileira e desejada por todos, espera-se um bom tratamento, diferenciado. Evite instituições com frequentes mudanças de seus atendentes, posto que um poderá não repassar o seu “caso” específico a outro atendente, e aí seu serviço personalizado desaparece. Também evite quem não explica o ato de demitir ou fazer rodar seu oficial de crédito. Repetir tudo de novo tem altos custos para o cliente;

8) Faça um levantamento do perfil de risco do seu credor. Um bom credor tem atributos, que dão evidências de qualidade, poder, capacidade, respeitabilidade e estabilidade. Deve-se tomar crédito de preferência do agente com conhecimentos e técnicas comprovadas nessa área; fundamentos evidentes de liquidez e de retorno institucional; que apresenta capacidade de atender bem, rapidamente e com solicitude as demandas do cliente; de quem está em dia com suas obrigações fiscais, monetárias, sociais e de responsabilidade comunitária; com endereço certo e nome bem estabelecido na praça;

9) Verifique as suas necessidades verdadeiras e cheque se a instituição tem condições de atendê-las. Ao tomar um empréstimo, ele fará provavelmente parte de uma estrutura de capitais, composta de capital próprio e de terceiros. Pergunte-se se o aporte do empréstimo será útil; se gerará o caixa ou o resultado desejado; se pressionará e em quanto o seu orçamento presente e futuro; e se as condições gerais da combinação de créditos vai alavancar mesmo os seus interesses. Caso positivo, haverá bons indicadores para tomar empréstimo;

10) Combine seu crédito com a sua capacidade de pagar. Um bom casamento deve ser feito, para que se devolva e pague o que se deve. Pagar e devolver satisfatoriamente o devido, é muito mais que um ato moral é o dever de um bom cidadão. Pagar bem é abrir para si mesmo as portas de oportunidades melhores e maiores. Ou seja, o bom pagador é premiado pelo que faz, pela sua decência e se capacita ao apoio de mais e maiores financeiras e bancos, crescendo e somando pontos para oseu desenvolvimento. Portanto, evite os calotes, os inadimplementos e os estresses financeiros, que são contraproducentes.

Desta forma, atender as bases do devedor em face do credor, num procedimento adequado, é certamente trilhar o caminho do sucesso.