O Brasil fechou 2016 com cerca de 12 milhões de desempregados. Boa parte das pessoas demitidas entre o final de 2014 e primeiro semestre de 2015, certamente, já gastaram sua reserva financeira e indenizações rescisórias e, podem estar em situação de endividamento. De acordo com dados da Boa Vista SCPC, a inadimplência do consumidor cresceu 4,8% só em outubro de 2016. Já segundo um levantamento do SCP Brasil, 58,7 milhões de brasileiros estavam com as contas atrasadas nos últimos meses de 2016. Ou seja, as pessoas estão endividadas.

Se você se encontra nesse cenário, não se desespere. Apesar do momento econômico que o País atravessa não ajudar, quatro medidas podem colaborar para voltar ao rumo certo.

  • Autoanálise. Qual o motivo do seu endividamento? Você tomou crédito para pagar contas fundamentais ou foi para um consumo desnecessário, fora de hora e, principalmente, por impulso? Em suma, foi desejo de consumo ou foi necessidade? É importante identificar o motivo desse endividamento para que isso não se repita.
  • Coloque tudo no papel. Todas as contas, desde gastos com supermercado, mensalidades, até prestações devem ser conhecidas. Depois coloque suas receitas, dinheiro guardado e bens. É preciso saber o exato tamanho do problema, só assim poderá pensar nas soluções. Também pode ser importante compartilhar a situação com a família. Eles devem fazer parte da solução.
  • Corte o que for possível. Às vezes são necessárias medidas drásticas para que o endividamento não se torne uma bola de neve incontrolável.. É hora de fechar a torneira. Reduza os gastos com alimentação fora de casa, reveja o pacote de TV a cabo, aquela academia de ginástica que você paga, mas quase nunca frequenta e, principalmente, controle de perto as contas de consumo, como telefone, , água, eletricidade etc.
  • Renegocie as dívidas – Procure as instituições credoras e tente renegociar as dívidas. Mostre que está tentando organizar suas finanças, quer honrar seus compromissos, mas precisa de ajuda. Muitas vezes, uma simples troca de modalidade de crédito já o ajudará. Por exemplo, se você está devendo no cartão de crédito ou cheque especial, uma medida importante é buscar na instituição financeira uma modalidade de crédito com juros menores neste momento. Uma alternativa é tomar emprestado o valor correspondente à dívida do cheque especial no crédito pessoal. Assim, você para de incorrer em mais juros em sua conta correntee divide o pagamento das parcelas do crédito pessoal de acordo com seu orçamento atual. Se possuir imóvel ou automóvel próprio quitado, uma opção é usá-locomo garantia para adquirir uma modalidade de crédito mais barata. E, depois de feito o acordo com a instituição financeira, honre o acordo e mantenha seu crédito aberto.

Abaixo, segue um vídeo recomendado sobre o tema: